Saímos de Pardieiros às 7h35 em direção à Mata da Margaraça. O conforto da casa pedia que ficássemos mais um pouco por lá, mas lá tivemos de tirar o rabo da cama e arrumar a casa e as nossas coisas. O início começou também com uma subida inclinada (novamente 150 metros de desnível no primeiro km). Esta mata, devido aos fogos (talvez de 2017?) estava toda queimada e os caminhos que pareciam bons acabavam, o que nos levou a fazer duas vezes um corta-mato encosta acima, sendo que o primeira tinha uma distância de quase 200 metros com uma inclinação de uns 40%.
Assim sendo, recomendo subir logo para a estrada de terra que liga diretamente o Enxudro à Relva Velha. Nesta aldeia tentámos encontrar alguém para pedir uma ligadura, visto que o Mendes estava já com uma bela ferida no calcanhar devido às botas, mas não conseguimos encontrar ninguém. Seguimos caminho, subindo e depois descendo, sempre por estrada, em direção a Moura da Serra. Após o cruzamento com a N344 e junto à Capela N. Sra Conceição existe um trilho que permite poupar uns 700 metros. Nesta aldeia perguntámos por um café, mas este só estava aberto no verão. Assim sendo, comemos uma barrita, aliviámos um pouco os ombros e seguimos viagem subindo por um caminho de bois que segue quase que paralelo à Rua Monsenhor Cónego António Pereira de Almeida.
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| Aldeia de Relva Velha |
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| Aldeia de Moura da Serra |
Ainda estivemos um pouco à conversa com um casal muito simpático que estava a trabalhar na sua horta. Esta é a parte boa de passar por estas aldeias escondidas. No cimo da serra, onde se encontram uns ecopontos, fomos por um caminho de terra que sobe ligeiramente.
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| Início do caminho após os ecopontos |
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| Continuação do caminho |
É um caminho bom para colocar algum ritmo, contudo no km 11,8 deveríamos ter descido, mas o GPS não me mandava por lá. Acabámos por descer pelas linhas de alta tensão onde em tempos já deve ter existido um caminho, mas uma vez que a vegetação é baixa ainda deu para passar com alguma facilidade.
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| Descida pelas linhas de alta tensão |
Continuámos então a descer até apanhar a estrada de alcatrão que nos levou a Foz de Moura. Enchemos a água numa fonte (importante porque na subida seguinte, para o/a Colcurinho/Capela da Senhora das Necessidades, não há onde abastecer, pelo menos que eu saiba). Passámos pelo Agroal e em Pomares fomos ao Mini Mercado Glória onde abastecemos de comida e comprámos o almoço. Devo dizer que foi um almoço generoso e no qual despendemos um tempo considerável😅. O Pita e o Mendes fizeram novamente um teste Covid que, felizmente, deram novamente negativo.
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| Paisagem já no alcatrão na estrada para Foz de Moura |
Saímos então desta aldeia sabendo que seria uma subida longa até ao Colcurinho, mas mesmo assim fizemos uma pequena paragem logo no baloiço de Pomares.
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| Baloiço da Lomba, Pomares |
Do baloiço até ao Colcurinho fizemos a subida sem grandes paragens. Infelizmente o dia estava muito fechado e não conseguimos ter vista lá em cima a não ser para o nevoeiro cerrado😆. Nem a bicicleta do Colcurinho conseguimos ver, mas a verdade é que também nenhum de nós se lembrou de a procurar.
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| No cimo do Colcurinho |
Saímos do Colcurinho já conscientes de que íamos fazer grande parte da descida já de noite, mas pelo menos íamos com um incentivo. Inicialmente estava previsto acamparmos no Miradouro da Pó Cabreiro (não sabia se seria um sitio bom, mas depois ao passar lá deu para confirmar que era um bom sitio para montar a tenda), contudo o Presidente da Junta de Freguesia do Piódão cedeu-nos lá um local para pernoitar. O local está a ser renovado, não tem eletricidade, mas tem água. Era o suficiente para nós e, apesar de dormirmos na mesma no chão, sempre era mais abrigado e não tínhamos de estar a montar e desmontar tenda. A descida do Colcurinho para o Piódão foi inicialmente pelo percurso do Colcurinho SkyRace, num caminho que permite evitar ir às curvas e contracurvas pelo alcatrão. Mais à frente na descida apanhámos o PR3 AGN.
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| Descida para o Piódão, já no PR3 AGN |
Aos poucos fomo-nos aproximando das luzes no fundo do vale e, mesmo no inicio da aldeia, fomos presenteados com uma aldeia do xisto iluminada, é sempre magnifico de ver!
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| Chegada ao Piódão |
Deixámos as mochilas no local onde íamos dormir e fomos até ao Restaurante "O Fontinha" onde nos deliciámos com a saborosa comida que nos foi servida.
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| Restaurante "O Fontinha" |
Estava mais um dia feito. Sem contar com o primeiro, que foi feito sem a mochila grande, este foi o mais longo.
Devido a feridas nos pés, o Mendes decidiu "desistir" desta jornada. Por sorte uma senhora ia sair para Oliveira do Hospital no dia seguinte às 10h00 e, assim, foi possível arranjar-lhe boleia.
Características do Percurso:
33,3 kms ; Subida total 1728 metros
Track: https://drive.google.com/file/d/1sD0PYYZlmqk8lGo24lXxYyese4z3alrr/view?usp=sharing
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