terça-feira, 8 de março de 2022

Dia 3 (Cabreira - Pardieiros)

 O terceiro dia começou bem cedo, mas a caminhada apenas às 7h40. Ao dormir em tenda há que ter em atenção que se perde mais tempo para "arrancar" por ter de se desmontar e arrumar a tenda. Apenas andámos uns 100 metros em alcatrão (M543) até apanharmos um estradão inclinado à nossa esquerda: logo no primeiro km do estradão tivemos um desnível de 150 metros. O meu plano era passar para o outro lado do vale, ou seja, do lado da Barroca da Lobeira (nome que aparece no mapa do Strava). Visto que não encontrei o caminho decidimos continuar na mesma margem, de facto não havia grande stress visto que sabia que o principal era subir até ao estradão no cimo da serra e entrar no caminho planeado no Alto do Vieiro.

Vista durante a subida para o estradão no cimo da serra


Após voltar ao caminho planeado, o percurso é muito bonito e fácil de seguir visto ser sempre por estradão. Descemos em direção à Mimosa - Celavisa (nome do Google Maps), local onde está uma rotunda peculiar, visto ser em terra batida e no cima da serra. Nessa rotunda existe uma fonte de água que à partida deverá ser boa para beber.

Vista na Chegada ao estradão no cimo da Serra


Estradão no cimo da Serra


Rotunda com a fonte de água

Seguimos sempre pelo cimo da serra passando no pico Gatucha (963m) e na Catraia (870m), local onde almoçámos. Nesta refeição aproveitámos para comer o pão que tínhamos com atum. Foi um almoço rápido e ao mesmo tempo libertámos umas gramas da mochila (pouco a pouco acaba por ir tendo o seu efeito). Após andarmos mais um pouco passámos pela casa da Guarda (Selada das Eiras no Google Maps) e daí descemos para a aldeia de Salgueiro por um trilho que fez parte da prova virtual "Desafio Picos do Açor". Existem outros caminhos alternativos e que não envolvem tanto desnível, o que em algumas situações poderá ser conveniente.


Casa da Guarda


Ao ir pela aldeia do Salgueiro implica fazer um desnível considerável, mas deixem-me que vos diga que o inicio da subida desta aldeia até ao Posto de Vigia de Monte Redondo é muito bonita. Passámos por uma zona de moinhos que na minha opinião foi a parte mais bonita de todo o percurso, não por ter uma vista grandiosa, mas por todos os pequenos detalhes que nos iam surgindo à frente. Na aldeia do Salgueiro é possível abastecer água numa fonte junto ao largo principal. Não é fácil encontrar a subida para o Posto de Vigia, sendo que posso dizer que tive muita sorte. Vou contar, portanto, este pequeno episódio. Eu não estava a conseguir encontrar a subida, mas felizmente sabia quem estava por trás daquele percurso, ou seja, por trás do "Desafio Picos do Açor". Dado ter pouca rede, tive de enviar uma mensagem ao meu pai a pedir que procurasse na internet "Evolução Vertical" (empresa dos organizadores da prova). Mais uma vez tive sorte por ter rede suficiente para fazer este pedido e também por ter este conhecimento sobre a empresa. Lá consegui obter o número da empresa e entrar em contacto com o David Gouveia que me deu uma ajuda crucial para seguir então o caminho. Para encontrar o inicio da subida é fazer os seguintes passos: 1. Chegar ao tal largo da aldeia onde está a fonte, 2. Seguir em frente para o interior da aldeia, 3. Ver o outro lado da aldeia e descer em direção a uma pequena ponte, 4. Já do outro lado da aldeia, logo na primeira casa existe uma pequeno caminho que leva então ao inicio da subida. Parece que se entra na propriedade da primeira casa, mas na verdade não faz parte.


Início da subida na parte dos moinhos


A subida é longa, mas a vista do Posto de Vigia é fantástica. Descansámos um pouco, comemos uma barrita e começámos então a descer, visto que já se fazia tarde (Já deveriam ser umas 17h20/17h30).

Torre de Vigia de Monte Redondo


Junto à Torre de Vigia

Descemos em direção ao Sardal, aldeia a que chegámos ainda de dia, mas faltava ainda fazer o troço final entre esta aldeia e os Pardieiros. Para tal basta seguir as marcações do PR1 AGN. Já fizemos grande parte deste caminho, que parecia ser bastante bonito, durante a noite. Chegados à aldeia ainda conseguimos receber um pacote de arroz, por simpatia de um habitante e ficámos hospedados na casa Toca da Sede (nome no Airbnb). Tomámos um banho quente e jantámos a ver o Sporting a levar uma abada do City. De facto, é preciso ter umas noites menos confortáveis para depois valorizarmos o conforto de uma casa 😆.

Últimos metros a chegar aos Pardieiros já de noite


Características do Percurso:

29,1 kms ; Subida total 1654 metros

Track: https://drive.google.com/file/d/1raBpaIlq6IrKzOCWlNUUPdUK-IXWg13H/view?usp=sharing



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