terça-feira, 8 de março de 2022

Dia 2 (Serpins - Cabreira)

O segundo dia começou ligeiramente mais tarde. Às 8h15 começámos a andar e para surpresa minha, as pernas estavam frescas. De facto, a mochila faz mais diferença que aquilo que tinha noção (dias mais tarde apercebi-me disso). O inicio foi feito por estrada a bom ritmo, mas rapidamente começámos a subir bem. Foi no cimo da localidade de Valada que entrámos em terra batida e fomos subindo em direção aos sacões (não fomos até lá). A dada altura apanhámos um estradão bastante arranjado que decidimos seguir e que nos levou até à EN 342. Este estradão tem zonas muito bonitas e é relativamente plano, pelo menos no troço em que passámos.


Subida em direção aos sacões

Ao chegar à EN 342 foi onde cometemos um erro no caminho que nos fez perder um tempo considerável. O ideal será fazer 1km por estrada em direção a Gois e depois apanhar um estradão à direita que sobe até à Comareira. Por erro meu, ao chegarmos à EN 342, entrámos logo num estradão que se encontrava à frente. Posso dizer que passado uns minutos metemo-nos num caminho cheio de acácias/mimosas. Foi penoso e difícil de passar, principalmente devido à volumosa mochila e perdemos uns 10 minutos só para fazer 400/500 metros a descer. O que é importante nestas situações é manter um ambiente descontraído e animado, pois não serve de nada começar a pensar demasiado na situação. São situações que acontecem...

Inicio da Subida do caminho errado

Saída do caminho errado para a estrada


A subida para a Comareira faz-se bem, é um estradão inclinado, mas bastante usado (pelo menos passaram dois jipes por nós e um deles era da Câmara Municipal de Gois). Pouco depois de chegarmos à Comareira o ambiente ficou mais pesado. As duas pessoas que me estavam a acompanhar nesta caminhada, o Pita e o Mendes, souberam que tinham tido um contacto Covid de risco dias antes. Aí surge a dúvida se faria sentido continuar a caminhada. A decisão tomada foi continuar a caminhada tendo mais cuidado na distância entre nós e tentar fazer chegar testes covid à localidade onde iamos pernoitar. Só aí tomaria a decisão final.

Vista para a aldeia de Ribeira Cimeira (Não tenho a certeza!!)

Continuámos então o caminho passando pela aldeia de Aigra Nova e depois pela Aigra Velha (o troço entre estas duas aldeias é muito bonito!). O percurso desde a Comareira até à Aigra Velha foi feito pelo PR1 GOI. Na Aigra Velha é possível abastecer de água numa fonte que se encontra no interior da aldeia. De seguida fomos até à aldeia da Pena por um estradão, mas entretanto descobri que era possível fazer este troço continuando a seguir o PR1 GOI, o que acredito que seja uma mais valia, visto que por norma estes percursos são mais bonitos. Da aldeia da Pena seguimos até à Ribeira Cimeira onde apanhámos a CM1378, estrada na qual fizemos um pequeno troço. Subimos até à aldeia dos Cantoneiros e daí até à Folgosa fomos por um caminho florestal, um corta fogo e, mais junto à aldeia, decidimos arriscar ir por um trilho que felizmente se verificou que ia dar à Folgosa. De vez em quando sabe bem arriscar um pouco e seguir a nossa intuição😜. Tenho a certeza que o percurso que fizemos é mais bonito que o que estava planeado, para além de termos poupado uns metros.


Caminho entre os Cantoneiros e a Folgosa


Corta-Fogo que desce até à Folgosa

Folgosa

Ao sair da Folgosa fizemos uns 600 metros por alcatrão até entrarmos num caminho de terra batida. Esse caminho, após um ligeiro engano, levou-nos até uma estrada de alcatrão (M543-1). Dessa estrada tinhamos visão para uns penedos e um rio entre duas encostas, é difícil de descrever, mas era muito bonito e é um local que quero um dia conhecer melhor. Tinha até uma pequena capela completamente isolada no meio daqueles rochedos.

Rochedos e rio

Chegados à Cabreira fomos à Unidade Residencial Sagrada Família, que pertence à Cáritas, onde nos deram 2 autotestes. Felizmente tanto o Pita como o Mendes deram negativo, mas de qualquer modo ainda estava a ponderar qual seria a melhor decisão a tomar. Comemos algumas bolachas e barritas e, por fim, decidi que poderíamos continuar, com algumas precauções. Uma carrinha que traz as crianças da escola em Gois ainda nos trouxe 8 autotestes (2 para devolver à Unidade Residencial e 6 para utilizarmos nos dias seguintes). Fomos então até à praia fluvial da Ponte Velha, local onde montámos a tenda. O sítio é muito bonito e, para além disso, tinha uma zona coberta que deu jeito para cozinhar, trocar de roupa, etc, visto que dentro da tenda o espaço era muito limitado.

Nessa noite dormimos com a tenda arejada, eles dormiram com a cabeça do lado da porta e, para além disso, dormimos de máscara. Para surpresa minha, nenhum de nós teve frio e usar máscara não incomodou, porque sempre aquecia um pouco a cara. Sei que pode parecer exagerado, mas a vontade de continuar a caminhada era grande, mas a de arriscar apanhar Covid era praticamente nula. Assim foi o primeiro dia, que apesar de não ter sido curto, foi dos menos exigentes que tivemos.

Tenda




Características do Percurso:

29 kms ; Subida total 1219 metros

Track: https://drive.google.com/file/d/1YHXHZiRirDrV5R20IJYpu8yF_IdbsHr1/view?usp=sharing

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